"Como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam."

domingo, 27 de fevereiro de 2011

No estudo, O que é o cansaço??

É perceber a transição do dia e noite
ali naquele ócio do ofício.Ócio? do ofício?
É o tardar na cadeira com o reclamar das nossas carnes traseiras e
musculadas, arrendondadas...doloridas!
São os bocejos mais involuntários e mais incontroláveis possíveis,
acoplados ao lacrimar dos olhos...
São esses se fechando incapazes de sustentar o peso dos cílios;
É a madrugada chegando;
É a repetição do mesmo parágrafo;
É ler o mesmo parágrafo;
E não sair deste parágrafo.
São as pontas dos dedos contando e perseguindo o fim
da apostila...
do livro...
do caderno...
São as viagens feitas nas entrelinhas
da apotila...
do livro...
do caderno...
e que nada se relaciona com nada, porque a gente nada,
a gente não é nada!
O cansaço é essa vontade de jogar tudo para o ar
e se esticar, se debruçar, se preparar para sonhar...

No sonho...o inconsciente recria o que a sua consciência deixou de produzir...
você entra em conflito com a sua obrigação. Mas que obrigação, viu?!

Cansei!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Para o meu Amor...

Com você aprendi a interpretar meus sonhos.
Usufruo a intensidade do amor, a essência da felicidade.
Contemplo céus e mares, sentindo arrepios nas lembranças...
Marcantes e inesquecíveis e delirantes.
Suspeito do perfeito, mas não resisto, ao usurpador sentimento...
Em que me deleito.
Desisto, não resisto, me entrego, mas me certifico.
Sei que é válido e querido e protegido.
Seus braços robustos, ser sincero, feitio moral...
Ah! Isso é sobrenatural.
Amar-te apenas é limitado,
O que navega no meu lar vermelho,
É como a imensidão do mar.
Já aprendi, sei que também entende.
Ah! Meus devaneios...noite cristalina,
Lua prateada, Eu Noiva, delineada em branco e flores,
Meu Noivo, elegante e lindo, a me esperar.
Ao paradoxo do Findar e Iniciar...
Selamos com um beijo de amor.

Do fundo do meu coração,
Para


 Antônio Monteiro.

Monique Guerra
...um dia desses...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dia a dia e a vida. ...E a VIDA?

...dentre horas de plena concentração no mais profundo âmago da sua essência...
Levanta-se descompassado à procura do ensurdecedor toque de celular selecionado
para desempenhar o papel do cuco. Ainda à procura do seu equilibrio, perambula pela
casa fazendo tudo o que ainda não está preparado pra fazer, e neste momento, percebe
que esqueceu de passar a camisa...
e joga água na boca
e joga água no corpo,
e joga a toalha no varal,
e joga um gole de café pra dentro,
e joga água na xícara,
e torna a jogar água na boca,
e joga um aroma pelo corpo,
e joga um beijo na sua mulher,
e joga um beijo nos seus filhos,
e se joga no carro, no engarrafamento, na escadaria do edifício em que trabalha, chega
atrasado, se joga na mesa da repartição, joga um "bom dia" descontente, com um sorriso
longe do reluzente saudoso do Banho quente que deixou de tomar.

..e torna-se a destrambelhar...

...E a VIDA?? Porque deixou de aproveitar?


Monique Guerra
17 de fevereiro de 2011
  

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Que confusão!

Meus sonhos são sempre loucos. É um misto de tudo que eu mais quero com tudo o que mais odeio e temo
que aconteça, ou até que eu odeio, mas tenho vontade que aconteça. Algo é certo: eu vivo os meus sonhos como se fossem tão verdadeiros que talvez seja esse o motivo de eu ser, na "realidade" uma Monique cheia de sonhos, de imaginações... Já me surpreendi várias vezes me questionando sobre as minhas atitudes tomadas embasadas nos meus simples pensamentos, nessas loucas conecções que faço e que se tornam o que dizem "a verdade única" pelo menos para mim, ou só para mim. Essa coisa de sonho só pode ser pra louco. Ou não? Dizem que sim, já ouvi que não, já ouvi coisas boas, elogios incríveis aos sonhadores que cheguei até a me congratular por ser assim...Mas, em relação a mim, às vezes não me controlo ou sequer compreendo como posso me deixar levar pelos meus sonhos e pelas minha imaginação tão fértil, porém ao mesmo tempo penso (imagino mais uma vez): será que isso não é verídico? Eu, heim...

Monique Guerra
01 de fevereiro de 2011.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Depressionárias férias

Não compreendo o porquê, como e quando esta intensa onda vem até mim à procura de abrigo. Minto!
Sei o porque, como e quando. Sei que neste momento da sua partida, rompe-me um desespero, pois você leva a minha regalia, os meus deleitos, a minha preguiça, o meu tardar, o meu lazer, a minha praia, o meu dia inteiro de sono, a vida vagal, a irresponsabilidade, o descanso, a galera, meus momentos de altas horas na net, minhas leituras prediletas, meus filmes, minhas pinturas de sete, minhas viagens, minhas loucurasss...
Não posso me esquecer de que no caminhar para o sucesso não há tanta simplicidade e ou facilidade, apesar de crer nas idéias de que o universo conspira naquilo cujo desejo muito que se relize, ou  "o que é pra ser será". blá blá blá
Sem mais lamentos...Tenho que admitir:

eu te amo, Férias!

Monique Guerra
30 de janeiro de 2011.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Traduzir-se


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Ferreira Gullar